IMUNIDADE FORTE: NUTRIENTES ESSENCIAIS E A SOLUÇÃO DA BIGENS

IMUNIDADE FORTE: NUTRIENTES ESSENCIAIS E A SOLUÇÃO DA BIGENS - Bigens

Uma imunidade fortalecida é essencial para proteger o corpo contra infecções, promover recuperação rápida e garantir maior disposição e bem-estar. Embora o sistema imunológico seja altamente sofisticado, ele depende de nutrientes específicos para funcionar com excelência.

Diversas vitaminas e minerais atuam diretamente em diferentes mecanismos do sistema imune, desde a integridade das barreiras físicas (pele e mucosas) até a ativação das células de defesa. A seguir, detalhamos os principais nutrientes e sua importância para a saúde imunológica.

amigos com imunidade forte

VITAMINA C: DEFESA E ANTIOXIDANTE POTENTE

(1) Estudos mostram que a deficiência de vitamina C compromete a imunidade inata e adaptativa, aumentando o risco de infecções.

Segundo revisão publicada no periódico Nutrients, a vitamina C é crítica para a função de células fagocitárias (como neutrófilos e macrófagos), que combatem agentes patógenos logo no início da infecção.

Além disso, ela modula a proliferação de linfócitos e melhora a produção de citocinas – proteínas essenciais na resposta imune. O estudo destaca que mesmo deficiências leves da vitamina podem prejudicar significativamente a resposta imune, aumentando a frequência, gravidade e duração de doenças respiratórias comuns.

VITAMINA D: O MODULADOR IMUNOLÓGICO

(2) Além disso, níveis baixos de vitamina D estão associados ao aumento do risco de infecções respiratórias agudas – como apontado por meta-análise publicada no British Medical Journal.

Essa meta-análise, conduzida pelo professor de infecção respiratória e imunidade da London School of Medicine and Dentistry, Adrian Martineau, com mais de 11 mil participantes de 25 estudos clínicos randomizados, demonstrou que a suplementação com vitamina D reduziu significativamente o risco de infecções respiratórias agudas, principalmente em indivíduos com deficiência pré-existente.

O efeito protetor foi mais pronunciado em esquemas de suplementação diária ou semanal, mostrando o potencial preventivo dessa vitamina no contexto de doenças respiratórias sazonais e virais.

o sol é fonte de vitamina D

VITAMINA A: BARREIRA PROTETORA

(3) Sua deficiência é conhecida por aumentar a suscetibilidade a infecções, especialmente em crianças e populações vulneráveis.

Uma revisão feita por Philip Stephens e Joanne Marks (2004) no British Journal of Nutrition, destaca que a vitamina A tem papel essencial na imunidade de mucosas – como as do trato respiratório e gastrointestinal. A carência desse nutriente leva à atrofia das mucosas e redução da produção de IgA (imunoglobulina A), tornando o organismo mais suscetível a infecções por vírus e bactérias.

Em populações infantis, a deficiência foi associada a aumento de mortalidade por sarampo, diarreia e infecções respiratórias.

VITAMINA E: ESCUDO CONTRA RADICAIS LIVRES

Em um artigo publicado pelas professoras Sunyoung Han e Simin Meydani (2006), foi demonstrado que a vitamina E, além de sua ação antioxidante, melhora a função dos linfócitos T, especialmente em idosos, promovendo maior produção de anticorpos em resposta à vacinação.

O estudo reforça que o estresse oxidativo prejudica o sistema imunológico, e que a vitamina E atua reduzindo a inflamação e melhorando os marcadores de imunocompetência.

ZINCO: MINERAL INDISPENSÁVEL

(5) Sua deficiência está associada a maior risco de infecções e aumento da duração das doenças.

Uma análise publicada na Nutrition Reviews mostra que o zinco está envolvido em mais de 300 reações enzimáticas e tem ação direta sobre a resposta imune, desde a ativação de células T até a função de barreiras epiteliais.

A carência de zinco afeta negativamente a produção de citocinas e a fagocitose, reduzindo a eficiência do combate a infecções virais e bacterianas. Populações com deficiência, como crianças e idosos, apresentam maior incidência de pneumonia, diarreia e infecções recorrentes.

SELÊNIO: POTENTE ALIADO IMUNOLÓGICO

De acordo com os pesquisadores Peter Hoffmann e Michael Berry (2008), o selênio influencia a expressão de genes envolvidos na resposta imune e estimula a atividade de enzimas antioxidantes, como a glutationa peroxidase, que protege as células contra danos oxidativos.

(6) Além disso, o selênio atua sinergicamente com a vitamina E para otimizar a atividade de linfócitos e a destruição de patógenos. Estudos também mostraram que sua deficiência está associada à maior virulência de alguns vírus e maior suscetibilidade a doenças crônicas inflamatórias.

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Apesar de todas as evidências, sempre busque orientação médica ou nutricional antes de iniciar qualquer protocolo de suplementação.


REFERÊNCIAS

  1. CARR, Anitra C.; MAGGINI, Silvia. Vitamin C and Immune Function. Nutrients, v. 9, n. 11, p. 1211, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.3390/nu9111211.
  2. MARTINEAU, Adrian R. et al. Vitamin D supplementation to prevent acute respiratory infections: systematic review and meta-analysis of individual participant data. BMJ, v. 356, p. i6583, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1136/bmj.i6583.
  3. STEPHENS, Philip J.; MARKS, Joanne. Vitamin A deficiency and the immune system. British Journal of Nutrition, v. 91, p. 3–10, 2004. Disponível em: https://doi.org/10.1079/BJN20031076.
  4. HAN, Sunyoung N.; MEYDOANI, Simin. Vitamin E and immune response in the aged: molecular mechanisms and clinical implications. Immunologic Research, v. 36, p. 233–248, 2006. Disponível em: https://doi.org/10.1385/IR:36:1:233.
  5. FRANKENFELD, Cara L. et al. Zinc, the immune system and the GI tract. Nutrition Reviews, v. 76, n. 8, p. 651–668, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.1093/nutrit/nuy024.
  6. HOFFMANN, Peter R.; BERRY, Michael J. The influence of selenium on immune responses. Molecular Nutrition & Food Research, v. 52, n. 11, p. 1273–1280, 2008. Disponível em: https://doi.org/10.1002/mnfr.200700330.

Escrito por: Pedro Ferrão

Nutricionista Clínico | CRN 3 88410

Nutricionista com atuação voltada à saúde, bem-estar e suplementação, com foco em orientação baseada em ciência e educação nutricional.

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